Parece que a BBC lançou uns CD's de Lounge. Achei o 3º volume de tal maneira fantástico que me vi obrigado a ouvir os outros 2. O estilo "Lounge" é algo complicado de descrever como, aliás, são todos os estilos. Não há um conjunto de características que constantemente os insiram numa categoria. Uma música tem até, por norma, mais do que um estilo e pode haver músicas que são mais um estilo que outras. Não tenho um histórico muito amigável com os estilos e acho que essa foi a principal razão: custava-me encaixar uma música num só estilo, separando uma das imensas coisas que ela teria para dar... Mas se tivesse de dar um só adjectivo ao "Lounge" seria "calmo".
Os "The Kooks" são bons a fazer covers, descobri recentemente. Podemos ouvi-los nos lugares de MGMT, Gnarls Barkley, Peter, Bjorn & John, e outros. Confesso que, no meio de tão boas interpretações, me vi um bocadinho à rasca para escolher uma para o "player" aqui ao lado. Mas consegui. Decidi-me quando vinha a caminho de casa, hoje de manhã, e ouvi a versão original. Apetecia-me acelerá-la um nadinha e pedir ao porta-voz dos coldplay que cedesse a voz do compatriota de Brighton. Deixo-vos a Violet Hill mas a Crazy ficou-me na cabeça. Fica em anexo ;)
Crazy
Até breve
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Destinos
Os doismileoito são cá da terra. Conheci-os pela 3, como não podia deixar de ser, e desconhecia esse pequeno pormenor. Os seus "Acordes com arroz" eram um manjar dos deuses seguido pelo "caratequide". Por mais que tenha corrido não os apanhei no concerto que cá deram no verão. O novo álbum está à porta e ofereceram um pedacinho no site da Antena 3. Não precisa de ser bem melhor que o outro. Já era bem jeitoso. Mas se tanto insistem, a ver vamos. Constato um facto: começam bem!
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Custa escolher um de tantos destinos. Custa escolher qualquer coisa. Até a roupa de manhã custa a escolher. Mas isto custa mais. É um bom custoso mas custa. Vou andar aí a pedir opiniões portanto não estranhem. Não consigo deixar de pensar como seria o destino cá. O que aconteceria ou não aconteceria. Não só pensar no futuro mas pensar num não-futuro, imaginando que o que pode acontecer pode poder não acontecer. Se nisto considerarmos tudo o que pode acontecer... não deixa espaço nenhum para estudar
Gosto de pensar que, escolha o que escolher, é sempre melhor escolha que a outra. Bem Melhor.
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Custa escolher um de tantos destinos. Custa escolher qualquer coisa. Até a roupa de manhã custa a escolher. Mas isto custa mais. É um bom custoso mas custa. Vou andar aí a pedir opiniões portanto não estranhem. Não consigo deixar de pensar como seria o destino cá. O que aconteceria ou não aconteceria. Não só pensar no futuro mas pensar num não-futuro, imaginando que o que pode acontecer pode poder não acontecer. Se nisto considerarmos tudo o que pode acontecer... não deixa espaço nenhum para estudar
Gosto de pensar que, escolha o que escolher, é sempre melhor escolha que a outra. Bem Melhor.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Portugues-ó-religiosa
Não sou adepto do "tudo o que é nacional é bom". Tento até não associar a qualidade à nacionalidade, apesar de ser um preconceito enraizado na sociedade. No entanto, passo-me dos carretos quando a Diana me vem com a velha conversa de que a música Portuguesa é Toni Carreira & Filhos e que a única cantora que, confessa, até canta bem, é a Mariza. "Ouve o portugália, pá!" é o que me apetece dizer-lhe! Mas não digo. Não digo só porque já tentei de várias maneiras e não dá em nada. Há mais formas - e mais eficientes - de abrir os olhos à população para as coisas boas do seu país, sendo a música uma das essenciais.
O Tiago Guillul é um bom exemplo disto que digo. Mostrou-mo a Sara há uns tempos. Este último disco devo confessar que me parece partilhar de uma pequena infelicidade com muitos grupos actuais, a falta de variedade... Essa foi a razão pela qual lhe torci o nariz nos primeiros minutos. Passado o primeiro impacto, conseguiu dar-me a volta. A que mais depressa me apaixonou foi a "Beijas como uma freira", especialmente a versão "3 pistas" que te deixo.
Até breve
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As relações inter-pessoais parecem ser muito complexas. Após momentos de dedicado pensamento conclui-se que são simples. Bastante simples, até. Diz-se a verdade e aquilo que se sente e escorrega como manteiga. Quer dizer, diz-se só aquilo que se quer dizer. Isto se não magoar o próximo. Ou deve dizer-se mesmo que magoe? E aquilo que não podemos esconder? Ah, isso então está resolvido. Mas podemos sempre esconder. Mas escondemos de quem?! E falamos e falamos e falamos e por vezes dou por mim cansado de falar e não disse o que queria. Ou respondi sem pensar; e agora?! E aquele amigo com quem já não falávamos há tanto tempo sem qualquer razão para tal. Também não podemos falar todos ao mesmo tempo. Mas há coisas que se perdem pela falta de comunicação. E quando não apetece falar? Não agora, falamos depois. E entretanto? Dá problema pela certa. E quando apetece demais? Às vezes também dá asneira...
Enfim, simplesmente complexas. Melhor, melhor é quando nem precisamos de falar.
O Tiago Guillul é um bom exemplo disto que digo. Mostrou-mo a Sara há uns tempos. Este último disco devo confessar que me parece partilhar de uma pequena infelicidade com muitos grupos actuais, a falta de variedade... Essa foi a razão pela qual lhe torci o nariz nos primeiros minutos. Passado o primeiro impacto, conseguiu dar-me a volta. A que mais depressa me apaixonou foi a "Beijas como uma freira", especialmente a versão "3 pistas" que te deixo.
Até breve
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As relações inter-pessoais parecem ser muito complexas. Após momentos de dedicado pensamento conclui-se que são simples. Bastante simples, até. Diz-se a verdade e aquilo que se sente e escorrega como manteiga. Quer dizer, diz-se só aquilo que se quer dizer. Isto se não magoar o próximo. Ou deve dizer-se mesmo que magoe? E aquilo que não podemos esconder? Ah, isso então está resolvido. Mas podemos sempre esconder. Mas escondemos de quem?! E falamos e falamos e falamos e por vezes dou por mim cansado de falar e não disse o que queria. Ou respondi sem pensar; e agora?! E aquele amigo com quem já não falávamos há tanto tempo sem qualquer razão para tal. Também não podemos falar todos ao mesmo tempo. Mas há coisas que se perdem pela falta de comunicação. E quando não apetece falar? Não agora, falamos depois. E entretanto? Dá problema pela certa. E quando apetece demais? Às vezes também dá asneira...
Enfim, simplesmente complexas. Melhor, melhor é quando nem precisamos de falar.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Mensagem de Natal
Avisa-se os mais distraídos que começou a época natalícia. Os muuuuito distraídos porque, fruto da mente consumista que nos tentam impingir o período natalício começa em meados de outubro... Para esta altura há também um estilo musical diferente. As músicas natalícias são algo que não podemos ouvir noutra altura, sob pena de sermos mal vistos por vezes até por nós mesmos! Acreditem que quando ouviram cantarolar "Have yourself a merry little christmas" no passado verão, os senhores ao meu lado na paragem do autocarro chegaram-se para o lado ou sorriram discretamente. Só notei um nadinha depois...
Para acompanhar o frio e a chuva lá fora (para os mais sortudos) segue não uma música mas uma lista inteira!!! É verdade, a magia do consumismo também me afectou e esta é a minha prenda de natal para os 2 ou 3 leitores do pepitas! =D Dá para ter uma ideia da catrafulhada de versões que se podem fazer com a mesma música!
Have yourself a merry little christmas - Coldplay : A tocar
Have yourself a merry little christmas - Rose Polenzani
Have yourself a merry little christmas - Rockapella
White Christmas - Louis Armstrong
White Christmas - Snowden
White christmas - Take 6
Para acompanhar o frio e a chuva lá fora (para os mais sortudos) segue não uma música mas uma lista inteira!!! É verdade, a magia do consumismo também me afectou e esta é a minha prenda de natal para os 2 ou 3 leitores do pepitas! =D Dá para ter uma ideia da catrafulhada de versões que se podem fazer com a mesma música!
Have yourself a merry little christmas - Coldplay : A tocar
Have yourself a merry little christmas - Rose Polenzani
Have yourself a merry little christmas - Rockapella
White Christmas - Louis Armstrong
White Christmas - Snowden
White christmas - Take 6
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Só deus sabe
Os Beach Boys ousaram criar uma música que incluisse Deus no seu título. Estamos em 1966 (altura da guerra do Vietname, da nossa guerra colonial e da criação do Malawi) e estas almas, como se se tivessem inspirado no "Movimento Perpétuo Associativo" dos Deolinda, decidem cometer a loucura de colocar "Deus" numa música, ou pior: no título! Se a conhecemos hoje significa que havia mais criaturas para quem isso não era um problema. Mas parece que custou. Bravo feito que merece ser mencionado, 42 anos depois, na blogosfera.
Pessoalmente, não gostava nada daquele staccatto totalmente fora de sítio logo depois do primeiro refrão, antes do jogo de vozes. Tal como acontecia com o Yesterday dos Rockapella, já me habituei. Agora acho que ajuda a variar. Sugiro especial atenção aos guizos que lembram músicas natalícias! Acrescentam uma sensação de aconchego e promovem um todo de extrema satisfação.
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Hoje é um daqueles dias. Queriam uma vida com banda sonora?! Se a vida tivesse uma banda sonora, hoje fechava os olhos e ficava a ouvi-la. Seria mais como uma banda sonora com vida a acompanhar lá no fundo. O que me dá alento é, na incapacidade de ver as coisas boas, pensar que as más podiam ser piores. Então sai uma para as doenças manhosas, para a falta de tempo, para o estudo em atraso, para o mau ambiente e, por fim, para a minha falta de compreensão para com qualquer ser humano. Isto porque todas podiam ser piores, "god only knows".
Pessoalmente, não gostava nada daquele staccatto totalmente fora de sítio logo depois do primeiro refrão, antes do jogo de vozes. Tal como acontecia com o Yesterday dos Rockapella, já me habituei. Agora acho que ajuda a variar. Sugiro especial atenção aos guizos que lembram músicas natalícias! Acrescentam uma sensação de aconchego e promovem um todo de extrema satisfação.
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Hoje é um daqueles dias. Queriam uma vida com banda sonora?! Se a vida tivesse uma banda sonora, hoje fechava os olhos e ficava a ouvi-la. Seria mais como uma banda sonora com vida a acompanhar lá no fundo. O que me dá alento é, na incapacidade de ver as coisas boas, pensar que as más podiam ser piores. Então sai uma para as doenças manhosas, para a falta de tempo, para o estudo em atraso, para o mau ambiente e, por fim, para a minha falta de compreensão para com qualquer ser humano. Isto porque todas podiam ser piores, "god only knows".
domingo, 5 de outubro de 2008
Os bracarenses Peixe:avião são a mais recente surpresa no "novos talentos fnac". No entanto, se a selecção fosse minha, eu escolheria esta. Não me parece que seja a que melhor descreve a maioria do seu trabalho mas, ainda assim, é a minha preferida! O "Km 0" que a sara tão bem aconselhou volta a cumprir todos os requisitos. Vejam o seu trabalho no myspace.
Uma bela inspiração para o Mesa do Canto e para o inicio de um novo dia ou fim de um já mais velho...
Uma bela inspiração para o Mesa do Canto e para o inicio de um novo dia ou fim de um já mais velho...
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Ponto
Gonzales: a sua versatilidade fala por ele! É sem duvida um pianista 5 estrelas. É engraçado saber que começou por apostar na música electrónica. Tinha a ideia de que é mais difícil vingar no mundo da "erudita" mas parece que não, ou pelo menos, não com todos. E se houvesse um misto? uma erudita electrónica? E se os senhores da clássica dedicassem 15 minutos de mente aberta a ouvir manifestações populares de house e os jovens para quem o rap é tudo fizessem o mesmo com os devaneios de Beethoven? Tentamos?
--''--
Um destes dias ofereceram-me um cd. Inesperadamente e sem qualquer razão, um cd. Não era virgem, este já tinha alguma experiência (e boas experiências) no campo musical. Vinha com uma capa também. Era dos Kings of Convenience, banda que poderá talvez ser falada um dia aqui no pepitas mas que se aconselha vivamente até lá. Musica maravilhosamente calma, produzindo um efeito parecido com o de Gonzales.
Recebi um telefonema, uns dias depois. "Olha que o Ângelo vai aí levar uma coisa! Podes ficar com a caixa". Uma sobremesa divinal que eu tinha estado a namorar uns dias antes mas que me conseguiu escapar por entre os dedos. Verdade seja dita: soube-me muito melhor assim! E haviam de ter provado! Mas também fiquei com a receita :)
Pela mesma altura tive uma visita esperada com algo não tão esperado. Vinha acompanhada de uma caixa com 2 pasteis de nata, porque os momentos doces são para ser partilhados. E que bem que soube a partilha...
"Já temos a tua prenda de anos!". "Qual prenda?", perguntei. O meu aniversário já lá tinha ido há muito e eu nem sou muito dedicado a receber prendas nos anos. "Um salto de pára-quedas". Hã?! Adorei, claro. Mas confesso que fiquei um nadinha acagaçado. É meu sonho de há muito saltar de pára-quedas. No entanto, hoje estou num dia de estar na Terra. Não porque me apetece mas porque é mais aconchegante.
Todas estas situações me ficaram na cabeça, todas muito importantes e cada uma no seu lugar, fizeram-me pensar na meretriz de sorte que me calhou, apesar dos contratempos. O facto de terem calhado todas na mesma semana fez com que ficassem bem gravadas num cluster de boas recordações em momentos menos bons.
"O problema dos aglomerados é diminuirem a concentração da substância no restante espaço."
PS: Já se ouve a Deolinda!
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Um destes dias ofereceram-me um cd. Inesperadamente e sem qualquer razão, um cd. Não era virgem, este já tinha alguma experiência (e boas experiências) no campo musical. Vinha com uma capa também. Era dos Kings of Convenience, banda que poderá talvez ser falada um dia aqui no pepitas mas que se aconselha vivamente até lá. Musica maravilhosamente calma, produzindo um efeito parecido com o de Gonzales.
Recebi um telefonema, uns dias depois. "Olha que o Ângelo vai aí levar uma coisa! Podes ficar com a caixa". Uma sobremesa divinal que eu tinha estado a namorar uns dias antes mas que me conseguiu escapar por entre os dedos. Verdade seja dita: soube-me muito melhor assim! E haviam de ter provado! Mas também fiquei com a receita :)
Pela mesma altura tive uma visita esperada com algo não tão esperado. Vinha acompanhada de uma caixa com 2 pasteis de nata, porque os momentos doces são para ser partilhados. E que bem que soube a partilha...
"Já temos a tua prenda de anos!". "Qual prenda?", perguntei. O meu aniversário já lá tinha ido há muito e eu nem sou muito dedicado a receber prendas nos anos. "Um salto de pára-quedas". Hã?! Adorei, claro. Mas confesso que fiquei um nadinha acagaçado. É meu sonho de há muito saltar de pára-quedas. No entanto, hoje estou num dia de estar na Terra. Não porque me apetece mas porque é mais aconchegante.
Todas estas situações me ficaram na cabeça, todas muito importantes e cada uma no seu lugar, fizeram-me pensar na meretriz de sorte que me calhou, apesar dos contratempos. O facto de terem calhado todas na mesma semana fez com que ficassem bem gravadas num cluster de boas recordações em momentos menos bons.
"O problema dos aglomerados é diminuirem a concentração da substância no restante espaço."
PS: Já se ouve a Deolinda!
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