terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Alicerces

Há coisas que não mudam

Citação 1:
"Não há nada mais torturante para o homem do que os seus próprios pensamentos".
- John Webster; Fonte: "O Demónio Branco"

Thursday night, everything's fine, except you've got that look in your eyes
When I'm tellin' a story and you find it boring,
You're thinking of something to say.
You'll go along with it then drop it and humiliate me in front of our friends.

My finger tips are holding onto the cracks in our foundation,
And I know that I should let go,
But I can't.
And everytime we fight I know it's not right,
Everytime that you're upset and I smile.
I know I should forget, but I can't.

You said I must eat so many lemons
'cause I am so bitter.
I said
"I'd rather be with your friends mate 'cause they are much fitter."

Yes, it was childish and you got agressive,
And I must admit that I was a bit scared,
But it gives me thrills to wind you up.

My finger tips are holding onto the cracks in our foundation,
And I know that I should let go,
But I can't.
And everytime we fight I know it's not right,
Everytime that you're upset and I smile.
I know I should forget, but I can't.

Citação 2:
"(...)O coração batia de tal forma que ía jurar que me saltava se não fosse pelo cinto de segurança que tinha atravessado no peito. Talvez este também se mexesse. Sim, é provável, todo eu saltava a cada batimento cardíaco e se isto não se notava era devido à exageradamente acelerada cadência. Quase como magia, a música ideal estava lá. Parecia ter adivinhado o momento. Era exactamente o que sentia.(...)"
03 Run


Citação 3:
Pergunta a um toxico-dependente:
"Porque é que consome?"
"Ó doutora... sinto-me quentinho..."
["Foundations" faz-me sentir quentinho.]


E uma versão vocal disto, han?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Chuva de Fevereiro


O Nick Miller é do Milwaukee de Terras d'Obama. É quase tudo o que sei dizer sobre ele. Ouvi-o pela primeira vez já há uns tempos sugerido pelo Henrique Amaro no Portugália, creio eu. Isto foi na altura em que a "Umbrella" definitivamente já chateava. Nunca fui grande fã da música mas claro que passei a sê-lo depois desta. Fica no ouvido... Encontrei-a escondida na biblioteca musical do computador. Estava no meio dos papeis e sem paciência para o que teria ainda de estudar noite dentro, quando ela surge de mansinho. Sempre no melhor momento.

-----


Hoje foi um dia longo ao ponto de, ao arrumar a guitarra que estava ao ar desde manhã me questionar há quantos dias ali estaria, sobre o sofá vermelho. Um dia tão grande deixa muito tempo para a introspecção. Apercebi-me que houve algo que nunca cheguei a mencionar e que me parece ser muito importante. Tenho 3 coisas importantes na vida. Uma tremeu várias vezes num passado próximo. Este estremecer é uma das razões para esta música. Todos têm alguém debaixo do seu guarda-chuva, sejam os grandes amigos, a femelga, a desconhecida que diz "olá" todos os dias ao passar o café. Uns têm um guarda-chuva XXL, daqueles do metro. Só a música ajuda nas vezes em que alguém sai do nosso guarda-chuva por razões meramente observáveis e ainda mais difícil é perceber porque te queres molhar com um guarda-chuva tão grande. Custa imaginar e imagina-se o pior. Piora. A questão é, até que ponto devíamos caber todos no mesmo guarda-chuva? Não devia ser tão dado a filosofias baratas com metáforas manhosas e maioritariamente incompreensíveis, portanto resumo, centrando-me no mais importante: não queria saídas do meu guarda-chuva. Mas a minha vontade não conta, aqui. "Fica", peço embora saiba ser em vão. Mas não o foi. Não nas últimas duas vezes. Tive sorte. Há quem não acredite nisso, mas eu sim. Obrigado por toda a sorte, a controladora daquilo que me foi meramente observável... [na semana passada pendurei finalmente a fotografia de há um ano atrás. Que hei-de dizer, sou um jovem ocupado...]
Outra ainda treme, ligeiramente. Trata-se de saber para onde vou. A terceira está sempre presente em todas as suas formas. É a tal que ajuda quando as outras falham e que faz... viver.

Já tinha este escrito há uns dias mas hoje veio meeesmo a calhar. Quando dei por ela vi que encaixava na sua plenitude. A interpretação, a letra, as recordações que traz...

"Trata-se de uma simples junção de letra com melodia. Por vezes apetece-me o poema, noutras somente a melodia. Talvez seja a opção a essência da perfeição."

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Covers

Parece que a BBC lançou uns CD's de Lounge. Achei o 3º volume de tal maneira fantástico que me vi obrigado a ouvir os outros 2. O estilo "Lounge" é algo complicado de descrever como, aliás, são todos os estilos. Não há um conjunto de características que constantemente os insiram numa categoria. Uma música tem até, por norma, mais do que um estilo e pode haver músicas que são mais um estilo que outras. Não tenho um histórico muito amigável com os estilos e acho que essa foi a principal razão: custava-me encaixar uma música num só estilo, separando uma das imensas coisas que ela teria para dar... Mas se tivesse de dar um só adjectivo ao "Lounge" seria "calmo".

Os "The Kooks" são bons a fazer covers, descobri recentemente. Podemos ouvi-los nos lugares de MGMT, Gnarls Barkley, Peter, Bjorn & John, e outros. Confesso que, no meio de tão boas interpretações, me vi um bocadinho à rasca para escolher uma para o "player" aqui ao lado. Mas consegui. Decidi-me quando vinha a caminho de casa, hoje de manhã, e ouvi a versão original. Apetecia-me acelerá-la um nadinha e pedir ao porta-voz dos coldplay que cedesse a voz do compatriota de Brighton. Deixo-vos a Violet Hill mas a Crazy ficou-me na cabeça. Fica em anexo ;)

Crazy

Até breve

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Destinos

Os doismileoito são cá da terra. Conheci-os pela 3, como não podia deixar de ser, e desconhecia esse pequeno pormenor. Os seus "Acordes com arroz" eram um manjar dos deuses seguido pelo "caratequide". Por mais que tenha corrido não os apanhei no concerto que cá deram no verão. O novo álbum está à porta e ofereceram um pedacinho no site da Antena 3. Não precisa de ser bem melhor que o outro. Já era bem jeitoso. Mas se tanto insistem, a ver vamos. Constato um facto: começam bem!

-----

Custa escolher um de tantos destinos. Custa escolher qualquer coisa. Até a roupa de manhã custa a escolher. Mas isto custa mais. É um bom custoso mas custa. Vou andar aí a pedir opiniões portanto não estranhem. Não consigo deixar de pensar como seria o destino cá. O que aconteceria ou não aconteceria. Não só pensar no futuro mas pensar num não-futuro, imaginando que o que pode acontecer pode poder não acontecer. Se nisto considerarmos tudo o que pode acontecer... não deixa espaço nenhum para estudar

Gosto de pensar que, escolha o que escolher, é sempre melhor escolha que a outra. Bem Melhor.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Portugues-ó-religiosa

Não sou adepto do "tudo o que é nacional é bom". Tento até não associar a qualidade à nacionalidade, apesar de ser um preconceito enraizado na sociedade. No entanto, passo-me dos carretos quando a Diana me vem com a velha conversa de que a música Portuguesa é Toni Carreira & Filhos e que a única cantora que, confessa, até canta bem, é a Mariza. "Ouve o portugália, pá!" é o que me apetece dizer-lhe! Mas não digo. Não digo só porque já tentei de várias maneiras e não dá em nada. Há mais formas - e mais eficientes - de abrir os olhos à população para as coisas boas do seu país, sendo a música uma das essenciais.

O Tiago Guillul é um bom exemplo disto que digo. Mostrou-mo a Sara há uns tempos. Este último disco devo confessar que me parece partilhar de uma pequena infelicidade com muitos grupos actuais, a falta de variedade... Essa foi a razão pela qual lhe torci o nariz nos primeiros minutos. Passado o primeiro impacto, conseguiu dar-me a volta. A que mais depressa me apaixonou foi a "Beijas como uma freira", especialmente a versão "3 pistas" que te deixo.

Até breve

------

As relações inter-pessoais parecem ser muito complexas. Após momentos de dedicado pensamento conclui-se que são simples. Bastante simples, até. Diz-se a verdade e aquilo que se sente e escorrega como manteiga. Quer dizer, diz-se só aquilo que se quer dizer. Isto se não magoar o próximo. Ou deve dizer-se mesmo que magoe? E aquilo que não podemos esconder? Ah, isso então está resolvido. Mas podemos sempre esconder. Mas escondemos de quem?! E falamos e falamos e falamos e por vezes dou por mim cansado de falar e não disse o que queria. Ou respondi sem pensar; e agora?! E aquele amigo com quem já não falávamos há tanto tempo sem qualquer razão para tal. Também não podemos falar todos ao mesmo tempo. Mas há coisas que se perdem pela falta de comunicação. E quando não apetece falar? Não agora, falamos depois. E entretanto? Dá problema pela certa. E quando apetece demais? Às vezes também dá asneira...
Enfim, simplesmente complexas. Melhor, melhor é quando nem precisamos de falar.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal

Avisa-se os mais distraídos que começou a época natalícia. Os muuuuito distraídos porque, fruto da mente consumista que nos tentam impingir o período natalício começa em meados de outubro... Para esta altura há também um estilo musical diferente. As músicas natalícias são algo que não podemos ouvir noutra altura, sob pena de sermos mal vistos por vezes até por nós mesmos! Acreditem que quando ouviram cantarolar "Have yourself a merry little christmas" no passado verão, os senhores ao meu lado na paragem do autocarro chegaram-se para o lado ou sorriram discretamente. Só notei um nadinha depois...

Para acompanhar o frio e a chuva lá fora (para os mais sortudos) segue não uma música mas uma lista inteira!!! É verdade, a magia do consumismo também me afectou e esta é a minha prenda de natal para os 2 ou 3 leitores do pepitas! =D Dá para ter uma ideia da catrafulhada de versões que se podem fazer com a mesma música!

Have yourself a merry little christmas - Coldplay : A tocar

Have yourself a merry little christmas - Rose Polenzani

Have yourself a merry little christmas - Rockapella

White Christmas - Louis Armstrong


White Christmas - Snowden

White christmas - Take 6

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Só deus sabe

Os Beach Boys ousaram criar uma música que incluisse Deus no seu título. Estamos em 1966 (altura da guerra do Vietname, da nossa guerra colonial e da criação do Malawi) e estas almas, como se se tivessem inspirado no "Movimento Perpétuo Associativo" dos Deolinda, decidem cometer a loucura de colocar "Deus" numa música, ou pior: no título! Se a conhecemos hoje significa que havia mais criaturas para quem isso não era um problema. Mas parece que custou. Bravo feito que merece ser mencionado, 42 anos depois, na blogosfera.

Pessoalmente, não gostava nada daquele staccatto totalmente fora de sítio logo depois do primeiro refrão, antes do jogo de vozes. Tal como acontecia com o Yesterday dos Rockapella, já me habituei. Agora acho que ajuda a variar. Sugiro especial atenção aos guizos que lembram músicas natalícias! Acrescentam uma sensação de aconchego e promovem um todo de extrema satisfação.


---

Hoje é um daqueles dias. Queriam uma vida com banda sonora?! Se a vida tivesse uma banda sonora, hoje fechava os olhos e ficava a ouvi-la. Seria mais como uma banda sonora com vida a acompanhar lá no fundo. O que me dá alento é, na incapacidade de ver as coisas boas, pensar que as más podiam ser piores. Então sai uma para as doenças manhosas, para a falta de tempo, para o estudo em atraso, para o mau ambiente e, por fim, para a minha falta de compreensão para com qualquer ser humano. Isto porque todas podiam ser piores, "god only knows".