segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tic-tac

Há por cá um erro: falta um texto para uma música! Problemas de informática. Infelizmente é mesmo nisso que ando embrenhado: a estudar erros para o teste de amanhã consciente que ainda tenho de estudar para o que tenho daqui a umas horas.

Não estudo sem música, seja nos ouvidos ou só na cabeça e este tempo sem escrever deixou-me muitas ideias para cá escarrapachar! Destes já cá falei e nem era preciso. Hoje ficamos só com a música; afinal, após tanto tempo de espera não podemos recomeçar à bruta, não será?

Até breve, fica prometido



"Faz-te falta um faroleiro
Que te afaste a luz dos olhos
Que te aponte para os molhes
Que há tanta ilusão na vida
Por te ouvir tantas cantigas
Já deixei de acreditar

Tu vai lá contra os patinhos
Que eu remo este alguidar"

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Os Silence 4 foram grandes e uma valente fonte de inspiração para nova musica nacional e de músicos nacionais, agora de inegável importância. Na altura foram uma surpresa, tendo alcançado a quintupla platina. Concorreram e ganharam, como outras grandes bandas nacionais, o Termómetro, e não há vivalma da minha geração que não os conheça. Ainda hoje, 9 anos depois da dispersão do grupo, se ouve música sua com o mesmo prazer e actualidade. A cada vez que passa nos rádios ou leitores musicais ganha mais uma catrafulhada de recordações para juntar ao já grande pacote existente.

--"--

"És especial", disseram-me um destes dias. Numa situação normal sorria e agradecia com um sorriso leve mas desta vez foi dito com tal expressão que eu acreditei.

Goste-se ou não das curvas acentuadas da vida - nalgumas das quais se capota porque não contamos com o pavimento escorregadio ou porque vamos depressa demais - elas são também o momento de consolidação de mais um periodo. Acontece trazerem alguma surpresa, algo que vemos todos os dias mas que não tinhamos notado, como um senhor que dá cabeçadas numa bola no meio da rua enquanto os carros param nos semáforos, uma das 7 (ou 8, ou 9, ou 10) maravilhas do mundo que esteve tanto tempo à nossa frente, uma personagem alheia que pouco trouxe de cada vez mas de quem nos sentimos orgulhosos ou outra que arranjou maneira de vir morar na minha cabeça e adivinhar tudo o que digo antes de o dizer, que me fez partilhar o que conseguia e o que não conseguia e que preenche o dia-a-dia.

O problema das curvas apertadas é que há sempre coisas a deixar para trás, indiferenciadamente, seja a má disposição de uma cidade, a sua beleza ou aqueles amuletos com asas que voam pelo vidro. Ainda tenho uns dias até voltar mas já estou em perfeita contagem decrescente. Trouxe 30Kg para agora levar uma bagagem que excede o limite de peso de qualquer boing-747 e que só não levo na mão porque não me deixam levar mais que a guitarra. Os meninos da universidade vão para essa coisa do erasmus para aprenderem a cozinhar, a lavar a roupa, a pagar as contas e a embebedarem-se com bebidas estrangeiras. No entanto há os que vão "lá fora" mudar a sério, ainda que não se veja. Orgulho-me de cá estar, de me ter divertido mais que nunca e de todas as consequências que isto traga. Orgulho-me de ser da minoria, marginalmente suportável e, mais importante, orgulho-me de ser especial.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Adriana

Adriana pelo Jorge Cruz em versão 3 pistas.

Mais não digo porque estamos aqui em azáfama de estudo para a maratona de exames que se adivinha. Limito-me a partilhar o problema das músicas que teimam em não sair da cabeça!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dia de passeio

No domingo passado estava mesmo um belo dia de passeio. Isso também pela companhia que me acompanha nas cantorias destas musiquinhas que giravam no leitor de cassetes do carro nas viagens grandes para o Alentejo. Os Rio Grande não metiam água e eram, de facto, grandes. Cada canção dá mais para pensar e lembrar e é demasiado agradável ao (meu) ouvido para ficar de fora do pepitas.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bitlas

Os Bitlas, como diz a minha mãezinha, dispensam apresentações até porque já falei deles noutro dia. Ontem estava todo contente a ouvir musica no meu telemóvel, visto que o mp3 avariou, isto depois de ter entornado meio litro de cera de uma vela no computador. Entretanto lá deu esta musiquinha que eu sabia ter lá para o meio. Deu-me um "chelique" (aquela coisa engraçada que me dá às vezes) e aquela "In my life" nunca tinha feito tanto sentido... Ao que parece, a música tem influências barrocas e tal mas a música em si, ao contrário do que é costume, só se manifestou depois porque aquela letra entrou como a micas a escavar o granito da baixa portuense.

There are places I remember
All my life though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain
All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I've loved them all

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I love you mooore.



Sejamos honestos, os senhores levavam jeito para a coisa!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sina

Não percebo a malta do Brasil! Nunca há tristeza por aqueles lados. A sua música tem um toque de melancolia, de reflexão e até a pseudo-tristeza é demonstrada por ritmos mexidos.

Ouvi esta ontem pela segunda e terceira vezes. Da primeira fiquei um nadinha desiludido porque a Eloa a cantar isto é outra coisa... Da segunda derreti.

Deixo a original do Djavan. Não é a mesma coisa mas dá uma ideia...

Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz
Tocarei seu nome prá poder falar de amor

Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz

A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon

O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar
O sonho até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom


O problema é que depois não sai da cabeça...

sábado, 12 de setembro de 2009

sem assunto mesmo.

Só agora que já estou instalado consigo ter os tampões nos ouvidos que me trazem as notas hipnóticas tão desejadas, no conforto e privacidade do meu cantinho.

Hoje tenho uma música! Seria a ideal para meter no pepitas: é aquela que me está na cabeça desde ontem e vai tocar em recantos onde muita música já não ía há algum tempo. O baixo consegue aglutinar os agudos da harmónica, os sons redondos do sax. e do piano e o estridente da guitarra e quase fazer esquecer os pratos discretos, lá no fundo. E aquela sexta da harmónica que me dá um esticão nas costas e uma massagem a seguir?! Ouço-a em loop no computador, no telemóvel ou no mp3 porque, como se não bastasse a espetacular simplicidade, a letra derrete o mais duro dos metais. Foi mais original que uma carta ou que uma fotografia.
Se já é geral o sentimento de inveja, segue-se a má notícia: não digo qual é a música. Esse é o meu canto, hoje e nos próximos tempos... Mas fica o caro leitor a saber que ainda há música assim, capaz de resolver o mais complexo dos problemas.

Deixo outra, gira, divertida, calma, mas de incomparável profundidade... nem história.