quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bitlas

Os Bitlas, como diz a minha mãezinha, dispensam apresentações até porque já falei deles noutro dia. Ontem estava todo contente a ouvir musica no meu telemóvel, visto que o mp3 avariou, isto depois de ter entornado meio litro de cera de uma vela no computador. Entretanto lá deu esta musiquinha que eu sabia ter lá para o meio. Deu-me um "chelique" (aquela coisa engraçada que me dá às vezes) e aquela "In my life" nunca tinha feito tanto sentido... Ao que parece, a música tem influências barrocas e tal mas a música em si, ao contrário do que é costume, só se manifestou depois porque aquela letra entrou como a micas a escavar o granito da baixa portuense.

There are places I remember
All my life though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain
All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I've loved them all

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I love you mooore.



Sejamos honestos, os senhores levavam jeito para a coisa!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sina

Não percebo a malta do Brasil! Nunca há tristeza por aqueles lados. A sua música tem um toque de melancolia, de reflexão e até a pseudo-tristeza é demonstrada por ritmos mexidos.

Ouvi esta ontem pela segunda e terceira vezes. Da primeira fiquei um nadinha desiludido porque a Eloa a cantar isto é outra coisa... Da segunda derreti.

Deixo a original do Djavan. Não é a mesma coisa mas dá uma ideia...

Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz
Tocarei seu nome prá poder falar de amor

Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz

A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon

O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar
O sonho até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom


O problema é que depois não sai da cabeça...

sábado, 12 de setembro de 2009

sem assunto mesmo.

Só agora que já estou instalado consigo ter os tampões nos ouvidos que me trazem as notas hipnóticas tão desejadas, no conforto e privacidade do meu cantinho.

Hoje tenho uma música! Seria a ideal para meter no pepitas: é aquela que me está na cabeça desde ontem e vai tocar em recantos onde muita música já não ía há algum tempo. O baixo consegue aglutinar os agudos da harmónica, os sons redondos do sax. e do piano e o estridente da guitarra e quase fazer esquecer os pratos discretos, lá no fundo. E aquela sexta da harmónica que me dá um esticão nas costas e uma massagem a seguir?! Ouço-a em loop no computador, no telemóvel ou no mp3 porque, como se não bastasse a espetacular simplicidade, a letra derrete o mais duro dos metais. Foi mais original que uma carta ou que uma fotografia.
Se já é geral o sentimento de inveja, segue-se a má notícia: não digo qual é a música. Esse é o meu canto, hoje e nos próximos tempos... Mas fica o caro leitor a saber que ainda há música assim, capaz de resolver o mais complexo dos problemas.

Deixo outra, gira, divertida, calma, mas de incomparável profundidade... nem história.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Anda por aqui uma confusão...

Entre apertos e esticões, sabendo só por certo que não há certezas, nem há tempo para ouvir muita música. A única que entra é o rap italiano manhoso que paira no ar da entrada da pousada onde me encontro por mais tempo do que desejava. Às vezes lá se pega no mp3 para dormir com o fio enrolado à volta do pescoço e que, ainda assim, consegue compensar. Ontem pegou-se na guitarra e os discos pedidos foram Coldplay. Não gosto de falar em dúvidas portanto vou pensar com mais certezas antes de comentar qualquer assunto.
Ontem, quando fomos tocar à praça, as 2 alemãs disseram que as músicas preferidas delas eram "In my place" e "Clocks". Eu estava a tentar tocar esta. Tocar até tocava mas não sei a letra toda... :S Foi o que saiu!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Noites de verão

A blogosfera tem um comportamento típico nesta altura de férias de verão: ou não se escreve no blog porque se está de férias e o tempo é todo usado na árdua tarefa de descansar (para os mais sortudos há umas bricolages caseiras ou umas férias no meio do nada onde nem o kanguru tem rede na bolsa) ou se escreve sobre... as férias! Embora goste, desta vez não vou ser diferente

No meu caso as férias começaram com um exame! Depois de um passeio foi o "estágio" do Mesa do Canto que culminou num concerto na Casa do Alto com o luxo de uns programas originais e uma ou outra música nova; enfim, um todo que me encheu as medidas e me deu aquele gozo que relembra a razão de me meter em tudo ao mesmo tempo. O engraçado veio depois! Arrumou-se o espaço, umas curtas conversas, algumas curtas conversas de despedida por uns meses, autografos para os quais alguém fez questão de deixar espaço no programa, continuar a arrumar o espaço, vestir e tal... 1h depois, já as perninhas da Cátia e da Magui tremiam da espera, lá conseguimos ir tomar café. Vamos aqui, vamos ali, kebabs para aquecer, ah, e agora... pfff... vamos... ora, vamos ao piolho. É, em caso de dúvida, piolho. Pois, não é muito original, mas acontece. Pior: chegados ao piolho pede-se um favaitos e pimbas, lá está o senhor a pedir que nos retiremos porque vão fechar! Prestes a levantar, inconformados com a pouca sorte de uma noite tão curta, ouvimos alguém cantar. Ei lá, cantam bem! Era polifónico, erudito, sem dúvida, pelas quintas que lá vingavam. Era um grupo de 7 ou 8 pessoas numa roda pequena, muito aconchegada, a cantar uns para os outros. "Vamos picar!" Juntámo-nos numa igual, nós os 5 e os restantes amigos que lá estavam. Os opostos atraem-se mas pelos vistos os semelhantes também! Lá nos juntamos e passamos a noite a cantarolar, embora em escalões diferentes (porque parece que afinal não eram amadores e descemos à nossa humilde condição de benjamins) mas com uma diversão incomparável e inesquecível. Reinaram as músicas inglesas mas também houve fado pela Furinhos numa representação que abririam os olhos dos senhores que escolhem as musiquitas fuleiras do festival da canção!

Enfim, uma noite acapella que foi um optimo final antes deste virar de página. Essa noite e outras tantas mas isso "é entre eu e a mariquinhas", como diziam das vozes da rádio. Esses passeios à barragem que nunca terminaram por medo do escuro, jantares de despedida intermináveis numa mistura de "adeus Porto" com "olá lasanha" e um ou outro passeio ou caipirinha que são para repetir.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Rapidinhas

Todos querem mais Volume...



Sergio Mendes não sei porquê. Esta nem faz muito o meu estilo...

Peito, estala, bate; peito, estala, peito, bate.
Algo que dentro de uns dias fará todo o sentido para alguns...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

ArrivederCi


"Nasceu num dia de um mês, no ano da graça de 1989, notando-se logo a irreverência natural, com a mania de ser sempre um ano mais novo que os amigos.

Desde cedo se adivinhava a sua tenacidade pois, aos 5 anos de idade, ele matou e violou (nesta ordem) a vizinha do 3º esquerdo apenas porque tinha deixado a luz do corredor ligada muito tempo, com o perigo de aumento das mensalidades do condomínio. Aos 13 anos, e tendo já conquistado a taça Uefa de badminton, ter tornado orfãs 78 crianças na guerra do Kosovo (a 1ª, a 2ª foi demasiado fácil), decide levar uma vida mais calma, tendo-se inscrito no ensino “público” português na E.S. 2.3 da Maia, ao mesmo tempo que começava com as suas aulas de guitarra.

Os anos foram passando e ele foi crescendo, tanto em altura como em cabelo, tendo deixado a sua marca em várias associações estudantis, associação de apoio à vítima e sindicato mineiro de explorações transmontanas. Aos 17, farto da falta de desafios terrenos, decide explorar novas aventuras, dignas de deuses, ao se matricular no novíssimo MIEEC, na FEUP. Mudado o nome para “Volume” e célebre pelos seus cafés no DEEC (ou qualquer máquina, indiscriminadamente), chegou a ser apanhado com 2 chiclas nos bolsos, um pacote amarrotado de açúcar, um rolo de papel higiénico e cerca de 0,2 mg de sangue na cafeína (dizendo ele aos transeuntes que nesse dia vinha “leve”).

Numa fase posterior gravou o Beijo do Dragão, fazendo a personagem de Jackie Chan no filme quando actuou de capa à ninja montado na sua moto.Convém salientar aqui as abufadeiras que a moto tinha. Eram umas boas abufadeiras... fruto do casamento do Quim do talho com a Maria da farmácia (aquela da Rua que sobe e desce).Tendo encontrado o seu inimigo mortal – O Indiano Paranóico – com o qual protagonizou a célebre frase “O que conta é a intensão”, decidiu persegui-lo, depois de este lhe ter negado a participação na sequela do filme “Fundamentos de Telecomunicações 1”, até Itália, tendo-o encurralado em Roma.

Que aventuras esperam esta ovelha indefesa (e Portuguesa) separada do seu rebanho? Para saberem o desfecho vão à missa das 9, em Lattutta Pileccata, onde todos os dias é rezada uma missa em honra deste personagem."

Assim rezava um texto recitado na pala do DEEC pelas 01:00 da madrugada de ontem. Inesquecível.

Só para esclarecer a do indiano: "Então meninos, aqui o o mais importante é a corrente ou a tensão?""Ó professor, o que conta é a intensão".


Porquê "Chiclete"? Estava a dar na rádio! "A vida é como uma chicléte"... nalgumas o sabor nunca acaba! xD