terça-feira, 14 de abril de 2009

Barrocos

Hoje, apesar do trabalho intenso, lá se arranjou um minuto para vir dar a conhecer a algum perdido que aqui passe a notícia que por aí circula. Georg Friedrich Händel morreu há 250 anos. Mais uma data, mais um pretexto para celebrar não a sua morte mas a sua existência, como aliás sucede com todos os aniversários. Alguns merecia ser (ou ter sido) assinalados mas falharam. Visto tratar-se somente de um pretexto podemos sempre festejar noutro dia (ou simplesmente não festejar). Curiosidade: Este outrora jovem senhor muito passeado morreu... cego! É verdade, parece sina de músico famoso: morrer sem um dos sentidos. Aconteceu o mesmo com o Beethoven embora esse tenha sido ainda mais irónico. Os outros milhões é que fugiram à regra, sacanas.
Morreu em Londres tendo sido sepultado na abadia de Westminister , local onde disfrutei recentemente de um concerto divinal por meia dúzia de putos de 7 anos acompanhados pelos senhores que tomavam conta deles (sendo que no fim eles é que tomaram conta de todos os que os ouviam), sentado numa cadeira de alto patriarca do clero. E à borla, claro!

Ficam na maravilhosa companhia dos Swingle Singers a representar o alemão de uma forma que ele provavelmente não gostaria mas que nós (ou simplesmente eu) agradeço por existir!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ideias manhosas

Uma vez mais tive uma ideia que pensei ser única mas demorei demasiado tempo a aplicá-la. Ao que parece já existe uma empresa que trata disso! Estava eu todo contente a projectar um sistema que me abrisse o armário da roupa quando soubesse que eu estava por perto e que fechasse quando eu fosse embora. Poupava tempo? Não! Mas poupava a vozinha da mãe a berrar "Estas portas estão sempre abertas!!!".

Estava a dizer que já há uma empresa em Paredes (sim Alheira, já sei que paredes é que rula e claro que uma merda destas tinha de ser em paredes e tudo e tudo e tudo) que já faz uma história parecida. "Armários abre-te sésamo" como diz o título da notícia:
Notícia Aqui
A entrevista está engraçada. A ideia não é exactamente a minha - estava a pensar usar RFID ou um detector de movimento. Mas estes senhores vão muito mais longe. "As gabietas, com um simples toque, abre totalmente 100% e(...) feicha completamente". Note-se que as gabietas abre! e as gabietas feicha!

-"São electricas?"
"Não, é magia!!! Quers ber?!" (devia pensar o senhor)

"E esta báscula?"
"Este BASCULANTE!(...)"

"Se quiser comandar pru boz, chama e a roupa vem". Isto poupa logo uns minutos na cama! Ora a camisola quero que venha ter ao meu tronco, as calças às pernas, as meias directamente aos pés. Depois é só levantar.

"Às vezes chegamos ao ponto de saber de que lado é que a senhora quer as suas arrumações ou o marido..." ("Olhe, eu queria um espaço para as calças ali em baixo e em cima quero meter as camisolas. De lado deixe-me um compartimento ligeiramente mais alto para guardar os vestidos e para arrumar o meu marido.")
Mas afinal só fazem roupeiros para senhoras?! E essa história do papel na sociedade?

Esta história está mal contada... "Vamos à música": Norton, cachopos de Castelo Branco que decidiram dar 10 a 0 ao fazer renascer o "Pump Up The Jam" dos Technotronic. Para quem quiser comparar aqui está a original:
Technotronic - Pump Up The Jam

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Trivialidades

No fim de um dia de correria, sem tempo sequer para almoçar, as trivialidades são sobrevalorizadas. A caminho da quase inigualável beleza da ribeira portuense para jantar com "a malta" olho por cima do ombro para o dia que lá olho melhor para o café matinal ao sol da esplanada do silencioso bar dos alunos num recanto da faculdade. "Pum. Ouviste isto? Foi a minha cabeça". No fim de ter andado a fugir por recantos escondidos a correr atrás do trabalho fui apanhado por uma larga conversa com amigos desaparecidos. (Talvez me tenha encontrado no seu desaparecimento.)

Tento ganhar força para aguentar uma noite de folia no meio da minha podridão de cansaço. "OLHA (inspiração curta e precipitada), o setecentos e quatro!!!" - dizem ao correr na passadeira com o sinal prestes a "encarnar". (encarnar: v. tr. Dar a encarnação a.,. cevar (o cão) em carniça (para o habituar à caça). v. intr. Assumir (a Divindade) a natureza humana, criar carne. v. pron. encarniçar-se (o animal na presa), meter-se pela carne ...ficar encarnado?) Um dia diferente, desta vez feito das coisinhas que não abalam ninguém, que não são minimamente marcantes como os grandes eventos nem imploram por que não as esqueçamos... mas das que me lembro.
Um dia bom. :)


[Não sou grande fã de Norah Jones... Mas hoje andei com esta música na cabeça o dia quase todo!]

PS: e o mosfet*! Como é que me esqueci de referir o "mosfet*"?! Não é um nome porreiro para se chamar a alguém mas para quem não conhece confesso que é engraçado...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Nó cego

"Os Golpes", entre outros, patrocinam mais um momento de dilema entre o sono e o estudo. Nó cego, dos Tetvocal , seria a primeira hipótese porque nunca escrevo sobre o primeiro plano do meu pensamento mas sempre, pelo menos, sobre o segundo. Acontece que às vezes o primeiro é só fachada para ver se engana o segundo ou o terceiro; por vezes até parece que consegue.

"A vida corre inteira pelas nossas mãos, a morte morre inteira pela força das nossas mãos."

Há um tipo de resposta que me deixa num de dois estados a que carinhosamente chamo "estado oso". O estado CURIoso e o estado FURIoso. A senhora dona resposta é o "coiso porque coiso". Por exemplo: "Sim... porque sim". Chamo-lhe tipo de resposta porque podia ser o "Não porque não" ou o "Não... pá... porque não" ou uma gama "deluxe" que inclui alguns espécimens como "Isso tem uma razão mas é muito comprida para ser explicada agora" e a mais conhecida "Óh, cala-te". Deixa-me curioso quando gostava de saber e não sei, quando acho que vale a pena saber. Claro está que, às vezes, nem me dou ao trabalho de tentar saber, nessas vezes acrescento um novo estado chamado "e a mim que me importa", mas esse já é de outra historinha. Quanto ao furioso, acontece quando não sei, gostava de saber, mais, acho que tenho direito a saber e era feliz se soubesse... e que ainda assim não sei! Não me apercebo de muitos nós cegos que se me dêem, daí não me achar facilmente atado cegamente. No entanto tem havido uma situação que me deixa sem manteiga planta para barrar o escorregadio caminho do raciocínio, uma que o pobre pensamento se queima de cada vez que raspa no seu percurso supostamente lubrificado. Nesta sinto uma novidade: em vez de seguir a norma e ficar furioso ou ficar triste pelo que se passa, de a pôr em primeiro plano e decidir o que fazer, limito-me a não esperar muito do futuro. Não deixa de ser triste o desperdício mas não consigo senti-lo agora. Por agora estou bem e gostava de me manter assim, aproveitando todos os bons momentos e guardando-os num local bem alcançável da minha memória. Se consigo pô-la em segundo plano? Se não o fizesse como podia escrever?!

Bem, passemos ao que interessa, e aquele jogo de vozes com bateria por trás, hum? Muito bom...

domingo, 15 de março de 2009

Cafés escondidos



"O nosso café é a nossa tribo", já lá cantava o Canto Nono. Esta versão dos Ting Tings, grande banda (uma vez mais) de Manchester, serviu de banda sonora para o último. A tremenda galhofa a respeito do assunto mais sério veio mesmo a calhar!

Aos bons momentos.

domingo, 8 de março de 2009

Canções simples

My Chemical Romance, os substitutos dos já fantásticos Blur na interpretação deste momento de pura liberdade para a alminha mais humilde ao qual pobremente apelidam de música. Outras propostas seríam "orgasmo sonoro", "devaneio na liberdade" ou "viagem aos confins do universo através das maravilhas da electrotecnía"! E porque é que se chama "song 2"? Ora, precisamente por ser difícil arranjar um nome

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Pensamento do fim-de-semana: a actividade e tudo o que ela proporciona deve-se somente a quem a realiza. É algo estupidamente lógico. Foi dela que me surgiu um certo desprendimento da euforia de algumas actividades porque, tentando sempre fazer melhor, confesso que metade do entusiasmo se tinha esvaído; mas confesso que a vida é mesmo cheia de surpresas e mesmo quando me dedicava à melhoria pela minha participação eis que volta o velho entusiasmo encarnando a mesma personagem! ...quem diria que acaba por ser bem melhor do que o que tinha imaginado!

"Esta é fixe!" - diz ela enquanto aumenta ligeiramente o volume do leitor de CD's no preciso momento em que me apercebi que não conheço os seus gostos musicais! Como é possível?! E não é que há mesmo tempo para descobrir?!
Não podia deixar de mencionar outros 2 momentos desta música: a chegada para um felizmente muito esporádico "passeio" no shopping enquanto as meninas tratam dos seus assuntos e o outro impensável num qualquer espaço remoto na cidade do Porto com todo o sentimento necessário para me encher as medidas.

Mais música brevemente...

terça-feira, 3 de março de 2009

Tube's de Escape

Quem não conhece o quarteto fantástico que serviu de ícone a uma mudança de mentalidades e de gerações. Originários de Liverpool, foram as suas viagens que fizeram da sua música o que ainda hoje é, mantendo a mesma intensidade aparentemente inalcançável. É dessas que falo hoje porque é do que me lembra a banda.

Ao ouvir a "Hey Jude", todos conhecerão concerteza nem que seja apenas aquela passagemzinha do lá lá lá. Eu também a conhecia por partes. Conhecia perfeitamente a música mas não sabia de onde nem a letra... É um mistério como me veio parar à cabeça a ponto de a saber cantarolar num largo junto ao bolhão de Londres, com fome mas maravihado com toda aquela abertura. Dei por mim completamente espantado com a liberdade que todos sentimos quando ouvimos alguém tocar uns acordes no meio da rua, a subita vontade de dançar ao frio e de nos deixarmos levar pelo momento, esquecendo tudo, do ontem ao amanhã, só para estar ali.
Foram dias muito cansativos mas resumem-se numa célebre frase: uma ma-ra-ilha faaaaantástica. Os concertos, as leoas, espanholas, sul-africanas, chineses, uma ou outra Lontrina, as pernas que tremiam, a digressão pelos diferentes tipos de cerveja, os "oubrigadou" 's esporádicos, a poupança incrível e a inspiração para setembro. Começar assim um semestre é outro assunto!!! E se o próximo for igual, então será definitivamente o melhor de sempre! Londres não é dos ingleses nem da raínha; é do Mundo!!!

"Vive", disseram-me um destes dias. E tinha razão.