terça-feira, 23 de junho de 2009

Episódios

Permitam-me desviar ligeiramente este blogue do seu rumo e designação (blogue musical) mas passou-se um episódio digno de relato!

(leiam tuuudo porque a música que eu queria começa aos 2 minutos e 10 segundos! Notam o primeiro acorde da "Etelvina" no fim da "Ribeira by day"?!)

Há uns dias perguntaram-me porque raio havia técnicos de engenharia e Engenheiros! Que não fazia sentido porque era tudo a mesma coisa! Pois bem, caros leitores, eu disse que não mas nem me dignei a detalhar as diferenças que tão escandalosamente se pavonearam hoje à minha frente.

Acaba de sair um senhor de uma certa empresa cujo nome não me apetece divulgar para evitar que venham cá parar 1/1000 das pesquisas do Google com esse nome. Para esclarecer, começa com "z" e acaba com "on" e fornece serviços de televisão por cabo, sendo que o referido senhor veio instalar uma "box". Levei-o aos anexos cá de casa e foi aí que ele teve o seu primeiro momento brilhante:

"Isto é um anexo" - constata.
"...Cunfere!" - respondo eu.

2º momento logo de seguida:
"Bem, preciso de uma ficha" - quando tinha uma na mão.
Confuso, ao fim de uns segundos consegui perceber e perguntei - "Uma tomada, quer dizer?!"
Não me respondeu, não sei se por desprezo ou por vergonha...
Quando fui tratar desse assunto diz-me, rodando a ficha no ar à sua frente tal cowboy de instalações electricas a brincar com a corda que usa para apanhar os mausões:

"Isto não dá."

Simples, curto e conciso. Sorte que eu percebi o que o apoquentava. Tentei arranjar solução, como projecto de bom engenheiro que espero ser. "Há outra televisão..."
Fomos ver, era no cimo de um armário...
"Mas é mais complicadito de montar..." - Diz aqui o senhor Volume.
"Ui, mas isso eu não monto! Monta você!" [lamento mas ainda não consigo comentar esta]

...

Eu lá me contive, sorri-lhe honestamente e mudei de forma quase instantânea para a minha cara de enjoado:
"Então deixe aí que eu trato disso"
"Não posso! Tem de ficar instalada." - respondeu-me, sendo que esta última palavra foi dita com uma dicção digna daquelas senhoras do LOTO quando dizem os números por algarismos!
"A outra não dá, nesta você não instala nem me deixa fazer o seu trabalho... que opções restam?" - Comigo já a deixar transparecer um nadinha do meu descontentamento.
"Mas é pra instalar aí?!" - Diz o técnico.
(Mas DE QUE É QUE ESTAMOS A FALAR?!?! - penso eu)
"Ah, num seie..."

Quando finalmente lhe disse para a instalar na sala, onde estava a outra que foi a forma de me deixar em paz, vi a prateleira de vidro, o disco rígido e o leitor de DVD a milímetros de uma deslocação do seu centro de massa que levaría a uma queda fatal... para eles, para a "box" que os acompanhava mas, acima de tudo, para mim quando a minha mãe desse com o espetáculo que ali tinha decorrido!
Fui o mais delicado possível no meu olhar de fera quando cheguei o senhor para um canto e tratei de desligar tudo de forma a que ele tivesse de fazer SÓ aquilo para que foi treinado: ligar o cabo x na ficha y e o cabo w na ficha z, carregar no botão e fazer uma chamada para a central, sem ter de lidar com feitios dos clientes, resolver um problema inesperado ou sequer PENSAR em algo que não fossem as suas chamadas pessoais nas quais tentava vender um carro que estava a 30kms de sua casa.

Já não me lembro quem foi que me perguntou a diferença mas se ler este piqueno texto ficará concerteza ilucidado. Esta é a parte em que eu faço uma conclusão acerca do perfil de cada profissão e tento compreender estas pálas nos olhos que impedem a visão lateral desculpando-o na repetição da sua tarefa, já por si super interessante. Não o vou fazer pela clareza da exposição!
É simples e vai de encontro àquela justificação do "ah e tal o trabalho do técnico é mais prático".


A música que me apetecia tocar é outra mas hoje tinha mesmo de ser. Já no ano passado não tive oportunidade de a mostrar por cá portanto é desta!

"Ó Zé... ...vamos ver o nascer do sol ao areinho..."

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Deja Vú (ou "Já vi esta cáca nalgum lado")

The Kooks duas vezes não faz sentido. Com tanta coisa entre os milhões de horas de música do meu precisoso disco externo, tinha logo que escolher cromos repetidos...

Mas foi o que me apeteceu ouvir desde meio da manhã até este preciso momento. Mais: nem me apetece escrever mais nada! Ficamos por aqui.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

R...

Raquel é uma "velha paixão de 45 segundos" que se encontrava perdida [foi de propósito] algures na biblioteca musical do meu humilde computador (que baptizarei em breve com o nome de Airbus porque quando está em "performance máxima" parece que vai levantar voo). Lembrei-me dela no outro dia por mero acaso e veio a calhar. É menina dos Ornatos Violeta. O que há a dizer sobre eles?! Dispensam apresentações... É apenas importante sublinhar que após a separação, cada um dos pedaços continuou a fazer bom trabalho!
É impossível ouvi-la sem relembrar aqueles momentos em que os mais velhos ficam visivelmente atarantados e perguntam "mas está a gravar o quê?!" quando a tocámos pela primeira vez, em tom de brincadeira, num daqueles serões de convivência casual. O engraçado é que há aquela música que nem ouvíamos muito mas que de repente já tem um monte de momentos atracados!

"Quem diria que um dia voltava a ver... ..." (agora vejo-me sempre obrigado a lançar uma mini-gargalhada nesta parte antes de continuar, seja a ouvir, cantarolar ou simplesmente pensar na músiquinha!)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nostalgia


Hoje foi um dia produtivo. Acordei cansado e agora, para além disso, ainda ganhei uma ligeira dose de nostalgia que me deixou a uma unha negra de ir jantar com uns amigos de repente, às 21:30 quando saía da faculdade numa quente noite de verão. É certo que vou ter saudades dos edifícios cinzentos com um toque de tijolo durante aqueles felizes 6 meses. Não me dou bem com mudanças. Gosto da evolução quando mantém o essencial mas não sou apologista de mudanças radicais. Felizmente, as grandes mudanças têm sido suportáveis mas só porque o acaso deixou que o essencial fosse andando por perto. Como será em breve? Nem quero imaginar. Pensemos positivo porque é este que me tira a nostalgia: aconteça o que acontecer, o próximo ano vai ser "da pilinha"!!! (Isto para ser um menino educado)

Estava a ganhar coragem para começar a preparar aulas de laboratório impossíveis e acabar um relatório sem as devidas ferramentas (como querer fazer um prédio sem cimento ou nadar sem água...), quando, no meu ritual pré-estudo, abro o e-mail e vejo um convite para visitar uma das páginas do senhor que agora ouvem. Estive todo o fim de tarde a alternar entre DMB, 2008 e bfachada... chegar a casa e ouvir um "free falling" original foi das melhores coisas que podia ter antes de uma noite de estudo. :)

Um dia destes, dou um salto desses, bem lá do alto! Daqueles do avião. Quem sabe, não o faço ainda antes de me erasmificar... Até vou ver isso no fim-de-semana!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Dai-me agora

A Janis Joplin, segundo o que percebi, era a Amy Adega do século passado. Será fado de todas as gerações terem uma personagem mediática que canta neste estilo mas que se dedica ao auto-flagelo? Podia ser pior... Podia ser altruista! Ufa... Pessoalmente até gosto bastante da música da senhora britânica que aparenta ser fã dos excesso (s). No entanto ninguém me apanha num concerto daquela menina!

Os Trabalhadores do comércio aproveitaram a música da senhora Janis e fizeram uma versão nova. Muita boua!
Trabalhadores do Comércio- Mrecedes Preto

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Hoje acordei cansado mas apetecia-me escrever, embora sem tempo para não variar. Infelizmente começo a criar a rotina de levantar às 8:30 independentemente da hora a que me deito. Isto traz vantagens: um lugar calminho para trabalhar 1h antes do café pré-aulas-da-manhã é o mais desejado mal assento os pés na faculdade. Hoje decidi andar mais uns minutos para vir para aquela sala arejada e silenciosa que, combinada com a minha vontade de fechar os olhos, me impede de fazer as 503 tarefas que me faltam antes das 11h...

Novidades? Afinal sempre vou ter férias! Já tenho curso de italiano, só falta inscrever-me! Por falar em cursos, ando a tirar um. Não, não é o de engenharia... Metal. Do de ouvir, claro!
Procurar casa num país diferente do nosso sem qualquer meio para além da internet pode ser complicado. Esta foi a conclusão a que cheguei recentemente. Juntamos a isto a falta de confiança para escolher uma casa na qual vamos viver sem a ver... O resultado é uma valente preguiça de o fazer. Claro que ninguém o faz por nós. Fosse eu um homem de Deus e tudo se resolveria com "2 pais nossos e 5 ave marias". Que mania de simplesmente rezar pelas coisas... Então e arregaçar as mangas não seria mais produtivo? Mas ainda não acordei mesmo... Daqui a pouco! Ou amanhã... ou depois... E no fim? Reza para que vá a tempo... (Atenção: aos mais religiosos, não estou a questionar o facto de rezar! Estou somente a por em causa o pedido divino como único esforço para atingir um objectivo)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Queima... do grelo

Hoje é dia de pôr o traje no cabide por uns meses até voltar a pegar nele para levar para Roma. A última semana só poderia ter sido mais levada ao extremo se eu me tivesse passado de vez e ido (finalmente) à garraiada, mas ainda não foi desta! Só no sábado é que olhei para trás e me apercebi de que tinha tido de facto momentos inesquecíveis mas tinha sacrificado o tempo que supostamente teria estado a trabalhar, enfiado na escuridão de um laboratório nos confins do departamento de Electrotecnía. Já lá diz o provérbio: "Transviado por uma centena, transviado por um milhar" (também conhecido por "perdido por 100, perdido por 1000) e como adepto da sabedoria popular lá aproveitei o último sábado. Momentos a registar para tentar partilhar (embora plenamente consciente de que são meus e, por mais que o meu altruísmo escondido queira mostrá-los ao estimado leitor, nunca conseguirei):
- A serenata! A monumental! Nem me apercebi da habitual conversa de café que ronda os ouvidos do mais distraído amante da música. Ficam apenas as lembranças dos abraços, uma ou outra frase, uma ou outra música que me trará de volta aqueles momentos com um sorriso saudoso. (Sim, PAC, a saudade existe! Só não precisa de ser uma coisa má.)
- O ECAP. Eu nunca tinha ido ao ECAP. É triste, eu sei, mas é verdade. Daqui para a frente não pretendo perder mais nenhum! Sublinho também (de forma invisível) uma frase que me foi dita pouco antes do concerto, que me deixou babado, tal como aos 2 ou 3 felizardos com quem a partilhei, e que faremos por que continue a fazer sentido.

Eu tento mas não consigo descrever; nem cortejo, nem serenata, nem mesmo o queimódromo, isto para não falar das noites e madrugadas entre a luz da vela e do luar, ao som de músicas manhosas ou de passeios na baixa com direito a passagens curtas no fita. Gostaría muito de ser capaz de escrever sobre o momento em que ouvi "nem penses em passares-te ao carvalho daqui a 2 anos!", sobre uma peça de Dyens com vista para o mar ou sobre um amigo que acaba a sua madrugada à meia-noite para me vir entregar um dvd... mas não dá. Lamento mas é meu. Faço como na música: uso metáforas. Se se tratasse de um sorriso, o espaço entre as 2 orelhas não chegava, dá para perceber? Deixo a música do primeiro fim-de-semana que acompanhou toda a semana. Começou na serenata, no apogeu daquela saudade estranha. (A saudade é sempre estranha. Nunca deveríamos ter razões para a sentir. Há sempre mais para viver, coisas que ainda não foram vividas e das quais teremos, um dia, saudades. Se desse, só tinha saudades quando morresse. Aí é que vale a pena!) Depois, continuou no ECAP, onde ouvi um arranjo vocal com ideias muito boas! (já arranjei a partitura :p) Deixo-vo-la.

Até breve.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Diversidade musical

A noite passada foi musicalmente variada. Começou com um concerto de guitarras que vai de Brahms e Debussy até Queen, seguiu-se a magia dos fados académicos e terminou com uma mistura de "panados-com-póm" e pimbalhada grossa. Enfim, uma grande mistura de sentimentos pelo meio.

Com uma semana de atraso, falo-vos do Folk. Não sabia o que era e, para ser honesto, acho que ainda não sei bem. É giro, sem dúvida (e até já me reconheceram 3 vezes como "aquele que estava na noite de folk"): é um género de música quase exclusivamente dançável, segundo a Sara. A música em si são só 10% do total. Lamento Sarinha mas, como te disse, não concordo... Mais depressa ficava quietinho a ouvir folk do que a dançar ao som do silêncio. No entanto admito que a compreendo tal como qualquer um dos pobres leitores desta humilde página compreenderia se visse esta criatura a dançar ao som de uma música que lhe agradasse! Não me fico pela fé de que compreenderiamMu, afirmo-o com toda a certeza. Relembrem a vossa leveza quando se dirigem ao quarto a meio da noite no escuro (seja porque estão a chegar e não querem acordar ninguém com as luzes ou porque foram tomar um copo de água) e revejam a forma como se desviam dos objectos que sabem existir, das paredes, das portas e até sabiam bem onde é o interruptor, tão bem que nem precisam de lhe tocar para voltar para a cama. A Sara a dançar é mais ou menos assim mas sem ter um destino predefinido.

E como ela diz que o folk não se ouve simplesmente, eu vou respeitar e deixar outra que nada tem a ver.